• Julio Sa Rego

Um dia no monte: a chegada à Aldeia

Dernière mise à jour : 24 avr. 2020

Toda a paz da natureza sem gente Vem sentar-se a meu lado. (Alberto Caeiro, 1925, poema I) Conduzia em direção ao Alvão. Acostumado com as paisagens rurais francesas, esperava encontrar no fim do caminho uma aldeia florida, com suas lojas gourmets promovendo iguarias locais e riquezas da região.

À medida que subia a encosta, a perplexidade crescia. As paisagens verdejantes do vale davam, pouco a pouco, lugar a um ‘marrom’ rochoso. Em um povoado, no caminho da Aldeia, deparei-me com um rebanho de cabras, na estrada, bem à minha frente. Paciente, segui calmamente atrás. O som dos chocalhos penetrava meu veículo, enquanto minha imaginação corria. O que ia encontrar nesse meu primeiro contato com o mundo rural português?


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